No nosso dia-a-dia, podem-nos surgir ideias de forma individual ou então em grupo, quando estamos com amigos e/ou conhecidos e surgem em todos a vontade de querer mudar algo ou marcar a diferença em determinado ponto. Quando as ideias surgem num grupo motivado e pronto para a acção, tudo se torna mais fácil. Todos querem contribuir e colaborar para a realização dessa mesma ideia.
O problema surge quando temos uma ideia nossa, que consideramos interessante e queremos colocá-la em prática. Dependendo da complexidade da ideia, podemos implementá-la sozinhos ou teremos que recorrer à ajuda de outros. Existem vários casos de parcerias muito bem sucedidas. O caso dos fundadores da Google e da Microsoft, o caso dos U2 ou o caso do elenco da série “Friends”.
No mundo empresarial, uma pessoa que tenha uma ideia de negócio e esteja à procura de um co-fundador, deve fazer algumas questões:
Quem poderá ser a pessoa ideal para criar essa empresa connosco? Quem poderá complementar as áreas em que nos sentimos mais frágeis? Quem poderá ter o perfil certo, para suportar a visão que temos para a empresa?
Estas questões não são fáceis de responder. E ainda, podemos acrescer a isto, algo extremamente importante, a motivação da pessoa. Será que estamos os dois igualmente motivados, igualmente entusiasmados e prontos para trabalhar arduamente para o sucesso da empresa/ideia?
Alguns artigos que li, aconselham a não se criar empresas com amigos ou com a família. Compreendo o porquê deste conselho, mas levanto algumas interrogações. Se não criar uma empresa com um amigo ou com família, com quem crio? Com um desconhecido? Com alguém que conheço apenas de situações algo formais? Com alguém em quem reconheço algum mérito, numa dada área profissional? Se optar por este último, como o motivarei a trabalhar comigo?
Recentemente estive numa conferência sobre INTERNACIONALIZAÇÂO DE EMPRESAS TECNOLÓGICAS PARA OS ESTADOS UNIDOS por Mark Zawacki e este disse algo muito interessante sobre este tema. Ele disse que toda a gente com a qual queremos trabalhar já se encontra neste momento a trabalhar, pelo que, temos que ser criativos para os conseguir atrair para o nosso projecto. Outra frase que me marcou foi, “Find Talent, don’t let they find you”.
A verdade é que todo este processo é difícil e por muito que queiramos não conseguimos mitigar todos os riscos. É um processo que pode influenciar o sucesso da nosso ideia e no qual temos que ser cuidadosos para não tomarmos decisões impulsivas. O que aconselho é a definir muito bem o que procuramos e porquê que estamos a procurar.
Através deste post, não pretendo dar qualquer poção mágica para encontrar bons co-fundadores, até porque, para além de não existir uma, encontrar alguém para desenvolver uma ideia é complicado, demorado e é um processo em que ajuda ter uma pitada de sorte. Pretendo sim, alertar para alguns problemas e para alguns erros habitualmente cometidos.
Partilhem a vossa experiência e as vossas ideias sobre este tema tão importante!!







(Nota inicial: se considerar este texto como ‘sales-pitch’ faça o favor de mo informar e esteja à-vontade para o eliminar do espaço de comentários)
Estando a criar uma organização de Colaboração não posso estar mais de acordo com o que se diz no texto.
Saliento aqui o facto de sentir que, apesar de todos sabermos que só em regime de Colaboração se pode atingir objectivos (as boas empresas têm Colaboradores e não ‘empregados’!; Portugal, ou qualquer país independente, não foi formado por apenas uma pessoa, mas, antes, pelo esforço de muitos cidadãos conscientes da sua identidade e vontade de grupo; os exemplos de grandes organizações de hoje que se referem no texto, são novos exemplos disto mesmo), se continuar a sonhar em ser ‘herói’ individual, protagonista, enfim.
Se a História nos demonstra que é a Colaboração a verdadeira chave para o sucesso para quê, então, continuar a enaltecer o feito individual?
Se tem uma ideia, qualquer que ela seja, tenho a certeza de que ela se realizará, apenas, quando gerar colaboração de outros.
Saliento, também, que colaboração de terceiros não significa ‘seguimento cego’ por parte daqueles, antes, significa participação activa na construção do projecto para que a ideia apontava, o que implica um grau de abertura de espírito que também não tem sido ensinado nas Universidades de Gestão, nem defendido pelos Media.
Temos que estar suficientemente capazes de ouvir críticas, de aceitar e implementar sugestões e, na minha pobre opinião, é aqui que a maior parte dos projectos falham. A atitude de ‘a ideia é MINHA’ e por isso ‘eu é que sei!’ é o maior inimigo da maior parte das boas ideias de que fui ouvindo falar.
Quando estiver seguro da sua ideia, prepare-se para responder a todas as questões que lhe são colocadas e para, com a humildade que construiu os grandes projectos, aceitar alterações que, não desvirtuando a ideia original, sirvam para atrair o ‘talento’ de que também se fala no texto e a Colaboração no desenvolvimento da ideia.
Frases avulsas, que o texto me suscita, e que fui ouvindo no passado:
‘Ter uma boa ideia não serve de nada se não estivermos preparados para usar a técnica dos 5 T’s de Ernâni Lopes – a saber: Trabalho, Trabalho, Trabalho, Trabalho, e Trabalho’
´Todas as ideias são boas quando são postas em prática’
´Se eu conseguir um Colaborador já tenho o meu primeiro Cliente’
Parabéns pela continuação do Vosso bom trabalho!
Não é difícil encontrar talentos com quem seria interessante partilhar projectos; o difícil é conseguir que esses talentos adoptem o nosso projecto à custa da desistência de outros em que se encontram empenhados. Quando muito pode-se pensar em pedir-lhes para acumular mas, aí, mantém-se a pergunta: – “Estás realmente disposto a levar o projecto para a frente, mesmo que fiques sozinho?”. Outra solução é encontrar um jovem talentoso que está a começar mas, aí, como descobrir o talento se ainda não teve tempo de se revelar? Este é, sem dúvida, um dos maiores desafios que se coloca a um empreendedor consciente que não pode ir muito longe se estiver sozinho