Antes de lhe contar o meu dia-a-dia enquanto gestora de inovação dos vinhos Calheiros Cruz começo por lhe perguntar como seria o seu dia-a-dia se fosse o responsável pela área de inovação duma empresa?
É tricky, não é? Inovação é aquela área de que todos gostamos, mas quando chega a hora de tangibilizar, de passar da teoria para a prática… de que acções estamos realmente a falar? Como alocar no mínimo 8h diárias, 40h semanais, 176 horas mensais a esta área criando valor?

Relativamente à minha experiência, posso dizer-lhe que o primeiro passo foi adaptar esta função à realidade da empresa em que trabalho. É preciso ter em conta que por mais mérito e conquistas que tenhamos vindo a alcançar (têm sido muitas!), não deixa de ser uma PME. Por isso, e tendo em conta a dificuldade destas empresas em entenderem o marketing como um investimento (mais do que como um custo), começámos por criar uma função de inovação com a capacidade de se financiar a si mesma. O que quero dizer é que o meu objectivo é ter, promover e implementar ideias novas para surpreender e deslumbrar os nossos clientes, mas para isso faz parte do meu trabalho gerar receita para que esta possa ser investida em inovação. Assim, divido propositadamente o meu tempo entre a área de inovação e a área de vendas.

Retomando a questão do dia-a-dia de um gestor de inovação, (como vê, o meu caso é um caso muito particular!), de manhã começo por dar seguimento a e-mails e por me actualizar quanto ao que acontece tanto na minha área como no mundo. Leio notícias, informação sobre tendências e inovação, discussões de grupos no LinkedIn, informação específica sobre a área dos vinhos e acompanho as redes sociais. Em relação aos e-mails, trato desde as questões mais operacionais às mais estratégicas – tanto procuro fornecedores para implementação de novas ideias, como entro em contacto com clientes para exportação. Também descubro novos pontos de venda para dar a conhecer o nosso vinho e negoceio orçamentos com os mais diversos fornecedores.

Por sua vez, o almoço ou parte da tarde são dedicados a eventos de networking. E é aí que tudo acontece! Conheço pessoas interessadas no meu negócio, vejo formas de estar com as quais aprendo, tenho conversas que resolvem dúvidas para as quais ainda não tinha resposta e ao fim de algum tempo são imensas as pessoas que ouvem falar dos vinhos “Calheiros Cruz”! Adoro! 🙂

Durante a tarde há que dar seguimento aos contactos estabelecidos e há lugar a reuniões que resultaram de eventos anteriores. Entre estes almoços, eventos e reuniões, acabo por ter acesso a informação valiosa para ter ideias novas. Nessa fase, entro em contacto com as pessoas com as quais trabalho directamente (directora-geral e distribuidor) e avaliamos se faz sentido avançar. Mais telefonemas, sms, e-mails e reuniões internas. Se fizer sentido, então é altura de procurar fornecedores e negociar orçamentos. Também faz parte do processo falar regularmente com os colaboradores da empresa para recolher ideias e fazê-los sentir parte dos projectos em curso.
Às vezes durante a tarde ainda há tempo para visitar alguns pontos de venda ou então tudo muda e vou a uma feira de vinhos que me ocupa um ou mais dias!

De resto, trabalho a partir de casa (coworking em avaliação) e a 400km de distância da sede (em Canelas, na Régua). Não tenho ninguém a reportar a mim e as pessoas com quem trabalho é sempre numa perspectiva muito colaborativa, muito “horizontal”. Quanto à dinâmica da função em si, é flexível, e por isso passível de ser reinventada a qualquer momento em função das necessidades da empresa!

Por fim, se me perguntar quais foram as acções de inovação dos vinhos Calheiros Cruz até ao momento digo-lhe que: este post é uma acção disso mesmo, que o nosso vinho já está disponível na plataforma wine-is (carta de vinhos para restaurantes em iPad) – www.wine-is.com/Public/Wines/Details/6437 – que estamos a apostar num novo site (digno de uma empresa com uma área de inovação!), que estou nesta função há menos de três meses e que temos coisas LINDAS para implementar!

Já agora, tem alguma ideia?

Nota: Quanto às fontes que consulto, deixo-lhe um excelente resumo em: http://innovationthroughconsumerinsights.wordpress.com/get-a-life/

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22 Responses to O dia-a-dia de um gestor de inovação

  1. […] This post was mentioned on Twitter by marta dinis, autoridade inovação. autoridade inovação said: O dia-a-dia de um gestor de inovação – http://bit.ly/h8E0q1 […]

  2. Excelente artigo, e que apresenta uma visão (rara) de como transformar algo intangível (a inovação) em algo tangível (uma rotina estruturada de acção, um modus operandi).

    Esta “transformação” não é algo inocente. Nos dias de hoje o mundo dos negócios presenteia-nos com imensa intangibilidade (a Internet em si é uma das mais significativas), mas faltam profissionais que façam o trabalho sujo, i. e. ler o que nos rodeia e colocá-lo em prática.

    Daí um exercício de rotina (um simples dia-a-dia) ser algo mais difícil do que parece, tornando-se em si mesmo um trabalho meritório.

    Brilhante.

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  3. Olá Teresa,
    gostaria imenso de ter oportunidade de trocar algumas impressões sobre inovação e vinhos. Eu sou um dos responsáveis pelo projecto Adegga.com e do projecto AVIN e acho que seria muito interessante para os vinhos Calheiros Cruz estarem na nossa plataforma social.

    Até já.

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  4. Francisco, muito obrigada pelo seu comentário! 🙂
    Repare que eu partilhei o seu “canivete suiço” na nota final. Está um excelente trabalho. Uma vez mais, os meus parabéns!
    Teresa

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  5. Olá André.
    Ambos os projectos parecem muito interessantes! Penso que o melhor seria marcarmos uma reunião. Concorda? Deixo aqui os meus:
    E: teresacalheiroscruz@gmail.com
    Facebook/LinkedIn: Teresa Cruz
    Skype: teresa.c.c.
    Twitter: teresa_c_c

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  6. Tony Winn diz:

    Absolutely right!!
    It’s putting the innovative ideas into practice. That’s the ‘tricky’ part…but we’ll get there with passion for our ideas and the intelligence to see where they can fit.
    Congratulations

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  7. Hi Tonny,
    Thanks for your post. As we both know you have an innovative idea to bring into practice. Go ahead! I’m here for anything you need.
    Best regards,
    Teresa

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  8. Joao diz:

    Parece fácil e leve.

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  9. Hernâni Borges de Freitas diz:

    Parabens Teresa !

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  10. Teresa,

    Reparei. Aliás, só hoje (ou melhor: ontem) o meu blogue detectou 11 pessoas que vieram daqui!

    Se as minhas sugestões a ajudaram, a sua acção também está a ajudar o meu blogue a ganhar tráfego. É uma win-win situation 🙂

    Continue com o bom trabalho
    Francisco Teixeira

    http://innovationthroughconsumerinsights.wordpress.com/hot/

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  11. Olá João,
    Penso que é porque gosto realmente do que faço que parece fácil e leve!! Tenho achado interessante, curiosamente, que algumas pessoas já me disseram que consideram o meu trabalho bastante difícil. No entanto, da minha parte, mais horas o dia tivesse, mais rápido nós avançaríamos!

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  12. Obrigada Hernâni 🙂
    Espero que esteja td bem ctg.**

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  13. Susana Rosa Bicho diz:

    Parabéns Teresa, excelente post – os leigos na área percepcionam o tema de uma forma mais “real” e tangível
    🙂

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  14. Muito interessante a descrição do seu dia! É contagiante o seu entusiasmo! 🙂 bom trabalho!

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  15. Bom dia a todos!
    Muitos parabéns à Teresa Cruz pela forma como expôs aqui o seu dia-a-dia e, de alguma forma, ao humanizar o post, humanizou também a sua visão da inovação.
    Também trabalho na área de vinhos. Faço a gestão e operacionalização das áreas de marketing e vendas para vários produtores de vinhos e azeite que, por falta de dimensão que lhes permita gerar massa crítica, não podem ter uma estrutura interna.
    A minha actividade, em boa parte, toca nos mesmos pontos e actividades aqui partilhados pela Teresa.
    E é por isso que agora comento este post. Na verdade, o mercado de vinhos, quer pela filosofia dos produtores, quer pelas expectativas dos consumidores, não tem dado espaço à inovação como forma de desenvolvimento. Para mim, o post também não reflecte qualquer inovação (para além do facto de ser, per si, inovador ter um departamento de inovação numa empresa familiar, muito embora não se verifiquem quaisquer resultados práticos). Obviamente, refiro ao produto e não à promoção e vendas, embora também aí não se observem grandes inovações. Mesmo na promoção, o desenvolvimento a que se assiste é, grosso modo, o replicar de algumas das best practices levadas a cabo pelas grandes empresas de fmcg (fast moving consumer goods).
    Por esse facto, não consigo entender de que forma a Teresa encaixa a sua inovação.
    Tentando não me alongar muito mais, ao nível do produto, a maior inovação foi o aparecimento de um “vinho sem alcool” lançado por uma empresa com grande tradição no sector, a José Maria da Fonseca, cujo enquadramento legal deu origem a “uma bebida à base de vinho e mosto concentrado”. Ao nível da embalagem, apenas assistimos ao aparecimento de novos tipos de vedantes, como o screwcap ou a rolha de vidro (ainda pouco experimentada) e que não trouxe os melhores resultados aos produtores que as aplicaram.
    Na promoção, de facto, o Wine-is, referido pela Teresa, mais do que o portal “Addega”, será a grande “inovação” (ou será apenas uma boa ideia?) do momento.
    Assim, gostaria de desafiar a Teresa a partilhar algumas ideias inovadoras que, mesmo que não se enquadrem num sector tão tradicional, pudessem, na sua opinião, ser uma lufada de ar fresco no mundo dos vinhos.
    Ao restantes, o desafio que coloco é o de nos darem uma visão de quem está fora do sector ou, pelo menos, fora da produção de vinhos: o que seria um vinho inovador? O que gostariam de beber?
    Termino com uma ideia (baseada em vinhos que já existem): aromatizar vinhos com outros sabores (chocolate, ervas, frutas) tornando o vinho um produto adequado ao gosto seria inovar? E seria uma inovação positiva? Porquê?
    Obrigado a todos

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  16. Susana, obrigada pelo comentário!
    Sim, de facto um dos meus objectivos foi desmistificar este tema e torná-lo acessível a mais pessoas e empresas (PMEs em particular).

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  17. António,
    Fico muito contente por saber que o meu entusiasmo está a chegar aos leitores deste post! 🙂
    Aproveito para perguntar, uma vez que trabalha na área de inovação, quais são as principais diferenças entre o nosso dia-a-dia. Acredito que trabalhar no ramo da construção e numa empresa com a dimensão da Mota-Engil, faça toda a diferença nas actividades que desempenha. É muito provável que o seu dia-a-dia seja radicalmente diferente do meu e até a própria orientação da inovação será diferente, mais numa vertente tecnológica. Estarei correcta? Proponho um comentário, ou então um novo post!

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  18. Rui,
    Muito obrigada pelo seu comentário. Foi um excelente insight para 2 novas ideias! Não tenho palavras para lhe agradecer!!! 
    Relativamente às questões que levanta: o facto dos produtores de vinho não terem adoptado uma filosofia particularmente inovadora nos últimos tempos e dos consumidores terem poucas expectativas nesta matéria, não significa que não se possa inovar! Passado não é sinónimo de futuro!! Os consumidores estão com certeza abertos a novas ideias desde que estas consigam ir de encontro às suas necessidades e desejos. No entanto, não vou partilhar aqui exemplos do que seria para mim inovador neste sector, porque estaria a partilhar informação altamente confidencial da empresa antes de ser o momento oportuno para o fazer.
    De resto, é preciso ter em conta que a implementação de novas ideias é por norma a fase mais morosa do processo de inovação, pelo simples facto que envolve mais pessoas, cada uma com diferentes motivações e visões do Mundo.
    Quero também afirmar que, do lado dos vinhos Calheiros Cruz existe um imenso caminho a percorrer, não só porque, como referi, o processo de implementação é moroso por si só, como também porque só agora a empresa começou a dar a devida importância ao marketing e à inovação.
    Termino congratulando-o pelas perguntas que lançou aos leitores deste post “O que seria um vinho inovador? O que gostariam de beber?” e desafio os leitores a responderem, bem como a darem outras ideias e sugestões nesta área.

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  19. Olá Teresa,
    Na realidade o meu dia é muito diferente do seu. A grande razão possivelmente é por a Teresa acumular outras funções que não as de um Innovation Manager. Contudo a sua visão de “tangibilizar”, de “passar da teoria à prática” é uma postura comum a ambos. 🙂
    É dificil conseguir definir o meu dia tipico. Diria que preciso ter muita flexibilidade e uma boa capacidade para alterar rapidamente as prioridades e agenda face a solicitações que surjam, quer internas quer externas.
    Existe obviamente um grande trabalho de gerir interfaces externas, seja com o objectivo de procurar sinergias seja de vigilância tecnológica.
    O elevado grau de oportunidades que nos surge semanalmente, obriga-me a conhecer a fundo a estratégia da empresa e a necessidades de todos os departamentos de forma a conseguirmos escolher os projectos em que apostar.
    Por outro lado, o facto de coordenar a Inovação numa empresa com dimensão, historia e dispersão geografica da Mota-Engil obriga a que dedique uma grande parte do meu tempo a estudar formas de incutir cada vez mais na mesma uma cultura de inovação e criatividade, para que todos os colaboradores participem activamente na mudança.
    Apesar de na nossa área podermos ter muita inovação tecnologica, a Inovação que temos apostado mais é dos Processos. A industria da construção tem de se repensar pois existem demasiados desperdicios que podem ser eliminados e optimizações a implementar.
    Diria que os nossos dias são bastante diferentes… algo que é normal visto sermos de industrias diferentes, e termos objectivos e missões diferentes.
    Se algum dia quiser trocar ideias, encontro-me sempre disponivel para um brainstorming! É sempre proveitoso trocar ideias com colegas de outras áreas.

    Bom trabalho!

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  20. Teresa,
    Gostei do seu artigo, e fico surpreendido pela positiva com as suas funções de “Gestora da Inovação” numa PME do sector, a Calheiros Cruz. Apenas surpreendido pois este tipo de função é mais corrente talvez numa grande empresa ou numa start up…
    Acho uma boa aposta da sua empresa mas tão boa quanto arriscada.
    Quem gere as Vendas e a Inovação tem um trabalho difícil pela frente,
    pois são dois mundos em si, embora complementares.
    Quando digo arriscada refiro-me a uma situação que é corrente nas empresas que é ficarmo-nos apenas pelas ideias e pelas intenções. E isso pode ser mau para a motivação pessoal e geral pois caimos no “flavour of the month”.
    Parece-me que a sua descrição do dia de trabalho se encaixa muito no dia-a-dia dos “gestores de área” da minha empresa a José Maria da Fonseca.
    Esse tipo de contactos que fala, o querer vender e colocar o vinho num site… e depois a questão dos contactos e networking encaixam na JMF nas funções de Marketing e Vendas.
    Resta saber qual o papel da Inovação e neste ponto estou de acordo com o Rui
    Correia, não se percebe muito bem onde entra no seu dia-a-dia…
    Claro existem os projectos, as ideias… e a sua implementação. É neste contexto que coloca a inovação ?
    Estamos a falar ao nível dos processos e da organização? Dos produtos ?

    Deixando agora as questões de parte, aqui na JMF existe sinceramente algo que podemos chamar uma mania (ou paixão) pela inovação.
    Não sei explicar isto muito bem, por vezes está formalizado (nos ultimos 2 anos implementámos 2 grandes projectos de ID&+T), por vezes é informal (pequenas melhorias na forma de trabalhar) mas que é um processo que está presente nos genes da empresa, posso testemunhar que sim.

    Já agora agradeço ao Rui Correia o comentário sobre o vinho sem alcool.
    Chama-se Lancers Free e já existe um rosé e um branco.
    Este projecto (e este vinho já está na Suécia, Itália, Espanha, Canadá, Brasil,…) é um diamante em bruto como costumo chamar.
    Quem já provou vinhos sem alcool lá fora e prova o Free vê que realmente os nossos enólogos fizeram um excelente trabalho.
    Este tipo de vinho é uma nova categoria de produtos na área dos vinhos (tal como o foi a cerveja sem alcool) e contrariamente ao que ouço dizer não é um pequeno nicho – mais de 50% dos adultos em Portugal não bebe alcool.

    Ainda não existem concorrentes nesta área, mas irão surgir e penso que mais empresas a puxar por este conceito pode ser realmente bom para este tipo de produto.

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  21. Olá António,
    Obrigada pelo seu comentário.
    De facto já previa que o nosso dia a dia fosse realmente diferente, mas vejo que a forma de estar se mantém: ser flexível para aceitar alterações de agenda e rever prioridades, conhecer e participar na definição da estratégia da empresa, incutir a cultura de criatividade e inovação aos colaboradores e parceiros e interagir e gerir interfaces externas (comunicar, motivar, monitorizar, …). Quanto à troca de ideias, estou sempre disponível! Uma excelente semana!

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  22. Olá Luis,
    Obrigada pelo seu comentário. De facto todos os comentários têm sido de grande importância uns pela motivação que geram, outros pelos desafios que lançam. Relativamente ao seu comentário em particular, não tenho palavras para lhe agradecer porque, tal como o comentário do Rui, despoletou em Calheiros Cruz um brainstorming com uma excelente ideia como resultado! Obrigada!!
    Respondendo às questões que coloca: sim, de facto a função de gestão de inovação é mais comum em grandes empresas e start ups. O facto de Calheiros Cruz ser uma PME e ter uma função desta natureza é motivo de grande orgulho para nós. É reconfortante ver que as PMEs não têm de ser sinónimo de uma gestão antiquada, mas que, antes, podem ser sinónimo de modernidade.
    Relativamente ao risco que identifica na minha actividade, é importante sublinhar que eu não giro a inovação e as vendas. Eu sou responsável pela área de inovação e participo na área das vendas. Este detalhe faz toda a diferença porque se eu fosse responsável pelas duas áreas, aí concordaria consigo, seria impraticável pela óbvia limitação ao nível de tempo.
    Quero também partilhar consigo que concordo que algumas das minhas funções se enquadram nas funções de marketing e vendas das empresas em geral. Neste caso, é importante ter em conta que, tal como já escrevi, existe um longo trabalho a fazer por parte de Calheiros Cruz, uma vez que só muito recentemente se começou a dar a devida importância ao marketing e à inovação. Ora, esta realidade leva-me a participar em mais actividades do que aquilo que seria o ideal para uma função de inovação. No entanto, e como tentei transmitir no post, esta foi a abordagem possível e aquela que mais se adequava às necessidades da empresa. E penso que no fim de contas, isso é o que realmente interessa! De resto, esta função é suficientemente flexível ao ponto de ser melhorada a qualquer momento.

    Quando me pergunta para que tipo de inovação é que os vinhos Calheiros Cruz se estão a orientar, respondo-lhe apenas que existem vários tipos de inovação, o que alarga o espectro possível – a inovação ao nível do produto é uma possibilidade (parabéns pelo Lancers Free!), mas existem outras, por exemplo ao nível das parcerias criadas, da comunicação, dos processos, do modelo de negócio, etc.
    Respondendo a outra das suas perguntas, sim, é ao nível dos projectos, das ideias e da sua implementação que ponho em prática a inovação no meu dia-a-dia (como poderia eu fazê-lo de outra forma?) De qualquer modo, também entendo a vertente de networking do meu trabalho como um input importante para a inovação nos vinhos Calheiros Cruz, resultado de um modelo de inovação aberto.
    Por fim termino dizendo que o que nos espera estes são momentos de muito trabalho até virem os resultados tangíveis e irrefutáveis ao nível da inovação dos vinhos Calheiros Cruz!!

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