Este post é um desafio lançado a si, leitor ou leitora deste artigo!
É um convite a que partilhe connosco as suas inovações. As ideias que teve e que depois de implementadas fizeram a diferença num determinado contexto, numa determinado rotina, num modus operandi já estabelecido.  Inovações grandes ou pequenas. Desde que tenham resultado, são importantes para este post, são importantes para nós!

Portanto, sugerimos então que depois de terminar de ler este artigo se mantenha por cá. Nessa altura, será importante ter em conta a diferença entre uma ideia inovadora e a inovação em si mesma. Inovar implica criar algo. É a colocação em prática de um conceito que faz a diferença num determinado contexto. Por isso, brinde-nos com acções que já implementou e que resultaram.

Mas… será necessário muito para inovar? Não!

Inovar pode ser desconcertantemente simples!
No restaurante Cantina da Estrela, por exemplo, em Lisboa, são os clientes que decidem o preço que vão pagar pelo seu prato conforme o mérito que atribuem ao mesmo. Existe, naturalmente, um intervalo de preços que permite que a ideia seja viável e vantajosa para ambas as partes – o restaurante e o cliente.
Brilhante? Sem dúvida! Complexo? Nem por isso…!

Mas exemplos de inovação como estes estendem-se por muitas áreas.
Muitos de nós já vivemos situações em que tivemos que usar gesso para recuperar de algum osso partido. Mas mesmo nestes momentos é possível inovar! Uma empresa americana (Casttoo) resolveu criar uma película que se cola ao gesso, permitindo ao “engessado” escolher o padrão, o desenho e as cores da película ao seu gosto! Resultado? O gesso passa a ser uma forma de expressão e usá-lo passa a ser profundamente mais divertido!

Inovar pode também ser tão simples quanto darmos conta que, quando regressamos de uma viagem, nos falta algo que não queremos deixar para trás. Quem nunca gozou umas férias inesquecíveis e trouxe fotos, postais, iguarias ou vídeos para fazer perdurar estes momentos na memória? Muita gente.
Mas para dois parisienses isso não chegava, pelo que decidiram inovar trazendo o odor dos lugares por onde passavam. Criaram uma linha de fragrâncias (The Scent of Departure), vendidas em aeroportos, para que quem partisse pudesse levar o aroma daquele jardim barroco… ou daquela loja de chocolates onde cedeu ao pecado da gula!

Há milhares de exemplos do espírito inovador do ser humano.
E neste espaço, neste momento, gostaríamos de ouvir o que o leitor tem para dizer sobre o assunto. Gostaríamos de ouvir exemplos de inovação levados a cabo por si ou por outros – pois também há que dar parabéns a quem o merece. Aquela ideia que publicou num jornal ou adubou até se transformar numa empresa, a sua empresa. Aquele “ajuste” que fez no seu processo de produção e que o fez poupar imenso dinheiro no fim do ano. Os seus momentos “eureka”. Exemplos de inovação que teve há muito tempo e que ainda hoje moldam o seu sucesso. Luzes de inventividade que tem hoje e que lhe ocupam os dias e as noites.

Partilhe, debata, acrescente. Estamos aqui para o ouvir e aprender consigo!

A inovação que vai partilhar connosco agora é…

P.S: Este post foi escrito a “duas mãos” em parceria e com a ajuda imprescindível do Francisco Teixeira. Obrigada Francisco, este foi um excelente mote para nos conhecermos. Deixo-vos aqui o seu mais recente projecto: http://consumerbehaviorportugal.com/

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12 Responses to E tu, já inovaste?

  1. Excelente artigo!

    Penso que o repto para apresentar as pequenas-grandes inovações de cada um de nós vem num momento oportuno, em que a nossa auto-estima anda em baixo por causa da crise. E concordo em absoluto com a ideia de que inovar não tem de ser complexo – há coisas simples que se podem fazer e que permitem obter resultados surpreendentes.
    Vou contar um caso que se passou comigo há uns anos, estava eu a acabar a minha licenciatura e no estágio fui para um hipermercado. O gerente tinha um caso muito específico que gostaria de esclarecer: o sector das roupas estava a vender abaixo do que era normal para os hipermercados da marca.
    No meu entender, conhecer a zona têxtil era fundamental, logo decidi montar estaminé nesse departamento e observar subtilmente os clientes. Reparava que pegavam nas roupas mas depois voltavam a pousar. Reparei ainda que a maioria das pessoas nem sequer entrava na secção têxtil!! Senti que a informação que estava a obter não era suficiente para dar a minha humilde opinião de estagiário, precisava de ver as coisas num sentido lato. Com um pouco de imaginação, lembrei-me que a solução podia estar… nos seguranças. Pedi permissão para entrar na sala de visionamento das câmaras de segurança e seguir as câmaras estáticas da secção têxtil. Bastou-me “acompanhar” 2 ou 3 clientes e perceber o que falhava. Os poucos clientes que pegavam nos têxteis (ex: calças), colocavam-nas nas ancas e viam-se ao espelho, depois olhavam à volta, procuravam um funcionário e não encontravam. Algo frustrados, voltavam a pousar as calças.
    O “olhar à volta” e “procurar o funcionário” tinha a ver com… não encontrarem o provador de roupa, que realmente estava num lugar manhoso e pouco visível!!! Visto pelas câmaras, também deu para notar que a secção não estava bem sinalizada, não se sabia realmente que ali começava a secção têxtil, e os corredores eram apertados. Com esta constatação simples, foi possível:
    – colocar os provadores mais visíveis (e passar de um para dois provadores)
    – Colocar sinalética apelativa a delimitar o sector têxtil
    – alargar o espaço dos corredores, tornando-os mais arejados.

    O melhor? As vendas recuperaram!

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  2. Francisco, é exactamente este o tipo de experiências que queremos que leitores deste post partilhem connosco! Ideias simples, mas que fizeram toda a diferença.
    O facto de, neste caso, as vendas terem recuperado é um excelente indicador de que estas alterações na forma como pensamos e agimos têm realmente impacto. Obrigada por teres tomado a iniciativa!

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  3. Luís Bastos diz:

    Sim, também já inovei e tenciono inovar ainda muito mais. Criei a primeira firma em Portugal exclusivamente dedicada a consultoria estratégica nas áreas de Life Science, Nanotecnologia e Ciências dos Materiais (http://www.transadvancis.com). Este site vai sofre em breve um merecido refreshment profundo, para sintonizar a mensagem. Criei o primeiro (e tanto quanto sei) o único portal no mundo http://www.nanogolive.com/ exclusivamente dedicado à convergência de Life Science, Microtecnologias, Sub-micron Tecnologias, Nanociências, Nanotecnologias, Ciências dos Materiais e outras áreas de Ciência e Technologia relacionadas. Tenciono fazer deste portal uma referência mundial na comunidades de audiências a que se destina, mas sei que tenho um longo e espinhoso caminho pela frente. Obrigado pela oportunidade de colocar este comentário. Desejo-vos sucesso para as vossas carreiras. Luís Bastos.

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  4. Uau, Luís!

    Isso é o que se chama pensar global.
    Acredito que os portugueses fariam muito mais coisas se as considerassem menos impossíveis. Há que ser perseverante e consciente – mas se os outros conseguem, porque não conseguimos nós?

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  5. Luis, muito obrigada pelo seu comentário.
    O seu caso é mais do que uma inovação “simples e brilhante”. É uma orientação consistente para inovação, o que é de louvar!
    Parabéns! É com muito gosto que partilho consigo que eu também tenho esse enfoque e esse gosto enquanto gestora de inovação dos vinhos Calheiros Cruz. Desejo-lhe o maior sucesso!

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  6. Obrigado Teresa, Obrigado Francisco, pelas vossas calorosas e encorajadoras palavras. Desejo-vos o maior dos maiores sucessos e felicidades (tanto na carreira como na Fanília).

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  7. Bem, chegou o momento de partilhar convosco um exemplo meu duma pequena-grande inovação. Curiosamente, é o da criação do meu próprio cargo enquanto gestora de inovação dos vinhos Calheiros Cruz!
    A razão pela qual o trago para este espaço é o facto de ser uma função de inovação criada com o objectivo de se financiar a si própria. Por outras palavras é o mesmo que dizer que eu, enquanto gestora de inovação dos vinhos Calheiros Cruz, divido propositadamente o meu tempo entre a área de inovação e a área de vendas.
    Porque optámos por este modelo? Porque foi o equilíbrio ideal que encontrámos entre curto e o médio prazo, entre o investimento e o retorno, entre um perfil de risco mais arrojado e outro mais conservador. Se, por um lado, investir a full time numa função de inovação parecia despropositado dadas as prioridades e o volume de actividades do dia-a-dia, não investir nesta área significava perder uma grande oportunidade. Por essa razão, encontrámos este equilíbrio, que na minha opinião, funciona na perfeição!

    E vocês, quais foram os vossos momentos eureka simples mas brilhantes? As vossas pequenas-grandes inovações?

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  8. Gosto de partilhas.
    E esta é uma pergunta que nos obriga a pensar e olhar para nós de forma positiva, o que nem sempre é fácil. Há uma diferença entre inovar e inventar. E inventar, inventamos todos, mas inovar é bastante mais exigente.
    Há dois anos criei um projecto que se poderia incluir na área da inovação social: Prédios Que Falam.
    O objectivo do projecto é mudar o paradigma de desconfiança que se vive em muitos prédios, para um paradigma de confiança e amizade.
    Penso que o objectivo em conjunto com a metodologia foram uma pequena inovação. Desafiámos qualquer pessoa a tornar-se dinamizador do seu prédio e a implementar a iniciativa. A iniciativa consiste numa serie de pretextos engraçados para que os vizinhos se conheçam e criem relações de amizade.
    Aproveito para desafiar todos os inovadores a transformarem os vossos prédios http://prediosquefalam.marar.eu

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  9. Olá! Excelente artigo sobre Inovação! Estou fazendo um livro-reportagem sobre um bairro da cidade onde resido. Talvez não se encaixe dentre do conceito ‘inovação’, mas é pioneiro, visto que ninguém ainda escreveu sobre este tema. Dentro da área de Jornalismo, o livro-reportagem é um veículo de comunicação impressa não-periódico, bastante utilizado quando a intenção é narrar fatos detalhados e extensos em forma de livro, que não seria possível fazê-lo num veículo de mídia convencional, por exemplo. Um dos livros-reportagens mais conhecidos mundialmente é “Hiroshima”, de John Hersey, considerado a mais importante reportagem do século XX, que compõe um retrato de seis sobreviventes da bomba atômica escrito um ano depois da explosão.
    Meu projeto de pesquisa concentra-se no bairro chamado “Moreninhas”, devido à cor roxa da sua terra, na cidade de Campo Grande, estado de Mato Grosso do Sul, Brasil. A ideía do meu Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação da área de Comunicação Social – Jornalismo, é fazer uma grande reportagem sobre a criação e desenvolvimento deste bairro que completará 30 anos neste ano de 2011. Com base em relatos dos moradores, farei um perfil-retrato sobre a região. É isso, espero ter contribuído!

    Abraços,

    Elizângela Lemes.

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  10. Elizângela,

    Este seu testemunho é muito, muito interessante!! Quando pensamos em jornalismo, a nossa mente está formatada para situações delimitadas no tempo e no espaço (ex: ver um artigo num jornal que sai no dia X), e nunca me passaria pela cabeça que se podia fazer… um livro inteiro!
    Vendo a situação, até seria uma abordagem interessante num contexto fora da história ou antropologia, por exemplo, livros-reportagem sobre momentos importantes das empresas.Poderia ser acerca de como uma empresa chegou ao topo no seu sector, ou um livro-reportagem sobre como uma empresa contornou uma situação de crise.
    Muito obrigado pela partilha!

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  11. Elizângela, muito obrigada pelo seu comentário e parabéns pelo seu projecto! Sim, eu concordo com o Francisco, a utilização do livro reportagem no âmbito empresarial poderia ser mt interessante.
    Imaginemos que cada “pequeno-grande sucesso” de uma empresa tinha direito a uma página do livro-reportagem. Caso a empresa se tornasse um case study, ao longo de algumas décadas esse livro tornar-se-ia valioso!!!
    A implementação desta ideia poderia ser difícil umas vez que as prioridades das empresas geralmente que se focam bastante mais no curto prazo. E não haveria garantias desde o início da sua criação que de facto este livro reportagem viesse a ser um sucesso. Mas, sob o ponto de vista do cidadão comum, imagino a relíquia que seria poder ler relatos dados em primeira mão sobre pequenas grandes vitórias de empresas como a apple, a coca cola, entre tantas outras!! Não um relato histórico, em que tudo é bonito, “cor de rosa” e bastante resumido para ser suficientemente valioso, mas um formato em que as pessoas da empresa comentaram em tempo real, como foi alcançar cada um daqueles “pequenos-grandes sucessos”. Eu adorava ler um livro assim!!

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  12. A inovação exige limites.
    Temos que adaptar sempre uma ideia dentro de uma realidade já existente.
    Por isso, a inovação não é totalmente livre.
    Mas uma ideia criativa, aparentemente, pode tornar-se numa grande inovação e para as empresas que nela acreditarem, inovar é apostar !
    Tenho uma Empresa de Catering e Vending e, neste momento, quase todos os clientes que solicitam um orçamento para um evento, têm como primeira frase:
    “Preciso de um serviço mas temos pouco dinheiro”.
    Surge então a questão:
    Com pouco dinheiro, baixa-se na qualidade, quando satisfação e qualidade são lemas da Jasmim Colorido?
    Com pouco dinheiro não aceito fazer o evento?
    Seria para mim um baixar de braços, o que não faz parte do meu perfil.
    Aproveitando uma das maiores riquezas que todo o Ser Humano tem, que é a nossa mente, há que explorar a criatividade. Por isso há que pensar e INOVAR.
    O que podemos fazer com determinados produtos que aplicamos na confecção de um cocktail?
    Por exemplo:
    Canapés de rolinhos de salmão com espargos, tem um determinado custo.
    Mas se houver um canapé de paté de salmão, o custo é menor.
    Por isso, uma das soluções que a nossa empresa aplica para continuar a acompanhar este “momento de restrições”, não é a lamentação, mas sim adequar ideias à realidade.
    Estimular as pessoas a pensar, incentivar à mudança e permitir que todos se expressem com as suas ideias, sem as julgar, para melhor entrarem na realidade do negocio.
    Assim, uma ideia que nem pareça muito criativa, mas colocada em acção por pessoas que têm sentido prático, além de se tornar uma Inovação, colabora com os seus “Parceiros” de Negócio.

    “No meio da dificuldade vive a oportunidade.” – Albert Einstein

    Cândida Campos
    Directora Executiva
    Jasmim Colorido, Ldª

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