Na segunda parte do ‘relato’ vemos o que mudou na política da empresa e como a experiência deste ano da B&O Summer School contribuiu para esta mudança.

Como foi referido, este é um ano de viragem por diversas razões para a Bang & Olufsen. A tomada de posse do novo CEO mudou quase radicalmente a empresa: implementação de uma nova estratégia, criação de uma nova categoria de produtos e uma nova abordagem a novos mercados (produtos icónicos da B&O descontinuados para dar lugar à aposta no digital). Esta mudança coincide também e infelizmente com o recente falecimento do principal designer da empresa, David Lewis.
O tema dado aos alunos este ano foi de encontro a esta mudança de paradigma. Pelo que nos foi dado a ver, o programa foi um ensaio à introdução da nova categoria de produtos. Aos alunos foi dado um tema coincidente com esta categoria e, depois de desenvolvidos os produtos, estes foram apresentados aos vários stakeholders da empresa.
No final do programa, o mais notório da parte dos vários responsáveis da B&O não era tanto o interesse nos produtos em si mas antes os serviços e estratégias de promoção que os alunos apresentaram para os seus produtos.
Com a divulgação da nova estratégia um mês após o programa, não vamos afirmar que este teve influência mas é curioso e interessante verificar que certos pontos vão de encontro a sugestões dadas pelos alunos.
Só o tempo dirá se esta é uma mudança para melhor. Para já, ficam as lições para o futuro que os alunos retiraram desta experiência.

Miguel Regedor, director da Group Buddies prevê aplicar o conhecimento que adquiriu na concepção de produtos na sua start-up.
“Tivemos uma experiência de “venda” de produtos a stakeholders da empresa e vimos o entusiasmo deles (…). Essa é a experiência que quero passar para a minha empresa! Depois de ver de perto como uma empresa com a dimensão e história da B&O organiza os seus processos de concepção de produtos e inovação, regressei a Portugal cheio de novos métodos de trabalho em equipa, ideias para a criação de produtos inovadores e mais confiante para o próximo desafio da Group Buddies, a internacionalização no próximo ano.”

Miguel Machado afirma que gostaria, a médio prazo, de “pôr em prática algumas ideias que tenho na área das novas tecnologias. Se um dia acontecer, certamente que este tipo de experiências se vão mostrar bastantes úteis, mas como diria o Steve Jobs, é difícil ligar o conhecimento adquirido a algo em concreto quando pensamos no futuro, mas essa associação torna-se bastante simples quando olhamos do presente para o passado… Isso aconteceu comigo nestas três semanas, em que associei muito do conhecimento adquirido ao longo dos últimos anos em actividades extra Universidade. Certamente, se tudo correr bem, conseguirei voltar a fazer essa associação, visto que o que aprendi neste “estágio” foi realmente muito bom.”

João Quintas observou “neste programa como uma empresa com uma dimensão razoável consegue agilizar o seu processo de criação num mercado tão competitivo como o da tecnologia, e o factor-chave que destacaria é confiança. Confiança no projecto, nas várias fases do processo de inovação, nas pessoas com quem trabalhamos e no potencial das soluções encontradas. A confiança protege-nos do medo de apostar em soluções pouco convencionais, estimula a imaginação e potencia a audácia para correr novos riscos. Correr riscos implica também aceitar com naturalidade quando as coisas falham, a maior parte das boas ideias precisam de várias iterações e fases de amadurecimento até serem realizáveis.
Descobri que o empreendedorismo, além da simples capacidade de criação de novos produtos ou serviços, é algo que acontece sempre que um problema é abordado como uma nova oportunidade. A partir daí qualquer grupo de pessoas altamente motivadas pode capitalizar numa nova solução que traga valor acrescentado e em torno da qual se possa criar um modelo de negócio.
(…) Julgo que a nível profissional irei dar, de agora em diante, mais espaço ao processo criativo ao invés de procurar resolver novos problemas iterando sobre soluções já conhecidas.”

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One Response to Bang & Olufsen Summer School 2011 – Parte 2

  1. And all we need now is a translation for all the participating non-portuguese 🙂

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